Sexta-feira, final de tarde, esquina da Travessa Abílio de Oliveira com a Bocaiúva. As mesas do Boteco da Ilha começam a lotar, alguém sai pedalando da Bike Dream, e duas vizinhas decidem, ali mesmo, trocar o café da Confeitaria Chuvisco por uma taça de vinho no Empório Bocaiúva. Nada disso existia nesse formato há três anos. E é justamente esse detalhe que transformou a Casa Hurbana Bocaiúva em um dos endereços mais comentados do Centro de Florianópolis.
O espaço nasceu como solução provisória, um jeito de manter vivos os comércios tradicionais do quarteirão enquanto a Hurbana constrói, ali ao lado, o megaempreendimento que vai redesenhar a Avenida Beira-Mar Norte. Só que, na prática, virou algo maior do que um “enquanto isso”. A Casa Hurbana já sediou um encontro internacional da Rede de Cidades Criativas da UNESCO e se tornou, para muita gente, a prova de que a nova Bocaiúva não é só planta e maquete: já dá para sentar, tomar um vinho e ver com os próprios olhos.
Resumo Sobre: Casa Hurbana Bocaiúva
- O espaço: um point gastronômico e de convivência na esquina da Travessa Abílio de Oliveira com a Rua Bocaiúva, reunindo marcas que já eram tradicionais na região.
- O motivo: abriga temporariamente comerciantes históricos do quarteirão enquanto a Hurbana constrói o futuro empreendimento no local.
- O marco: em maio de 2026, recebeu o 10º ECriativa, encontro nacional das Cidades Criativas da UNESCO no Brasil.
- O significado para quem investe: funciona como uma prévia real da vida urbana que o novo empreendimento da Bocaiúva promete entregar.
O Que É a Casa Hurbana Bocaiúva?
- Fica na esquina da Travessa Abílio de Oliveira com a Rua Bocaiúva, no Centro de Florianópolis.
- Reúne cinco operações que já tinham história na região antes da mudança.
- Começou a funcionar no início de 2025 e segue em atividade.
A Casa Hurbana Bocaiúva é um espaço gastronômico multimarcas montado pela Hurbana no terreno onde, em breve, começa a subir o novo empreendimento da Bocaiúva. Em vez de fechar as portas dos comerciantes que já operavam na quadra, a construtora optou por remontá-los ali mesmo, em um formato mais aberto e integrado, enquanto a obra não começa.
Passam por lá o Boteco da Ilha, que já somava três décadas de história na Beira-Mar antes da mudança e manteve o cardápio de petiscos que consagrou o endereço; o Empório Bocaiúva, referência em vinhos e produtos selecionados; a Confeitaria Chuvisco, com a doçaria que já fazia parte da rotina de quem trabalha e mora na região; a Bike Dream, loja de bicicletas que virou ponto de encontro para quem pedala pela Beira-Mar Norte; e o Ene Sushi, que fecha o mix gastronômico do espaço. Juntas, essas cinco operações formam uma espécie de continuidade física e afetiva da Bocaiúva de sempre, só que com uma cara nova.
Por Que a Hurbana Investiu Tanto em Um Espaço “Provisório”?
Um terreno em obras costuma significar tapume, poeira e um buraco na paisagem por anos. A Hurbana escolheu um caminho diferente: transformar a espera em experiência, usando o mesmo raciocínio de placemaking que já aplica há duas décadas em Palhoça, na Cidade Pedra Branca, só que em escala menor e adaptado ao Centro de Florianópolis. Na prática, isso significa ocupar o espaço com gente, comércio e convivência antes mesmo de erguer a primeira laje, evitando o efeito “terreno baldio” tão comum em obras desse porte.
Para o CEO e fundador da F1 Cia Imobiliária, Johny Fabra, esse movimento muda a própria forma de avaliar um investimento na região:
“A Bocaiúva sempre foi um dos endereços mais desejados de Florianópolis, mas o que a Casa Hurbana fez foi antecipar essa experiência antes mesmo do empreendimento ficar pronto. Isso muda a decisão de compra. O cliente não precisa mais confiar só na planta, ele pode caminhar até lá e sentir a rua que está nascendo.”
— Johny Fabra, CEO & Founder da F1 Cia Imobiliária.
No próprio blog da Hurbana, a construtora resume o projeto como um “espaço de conversa, memória e encontros”, pensado para aproximar moradores, parceiros e a cidade das histórias que moldam a Bocaiúva. Não é um discurso isolado: a rua carrega mais de quinze anos de mobilização do Movimento Bocaiúva, grupo de moradores e comerciantes que já comparou o potencial da via à Oscar Freire paulistana, e a Casa Hurbana entrou nesse contexto como quem chega para ouvir antes de construir.
Como a Casa Hurbana Virou Palco de um Evento da UNESCO
Os números do encontro:
- Florianópolis foi a primeira cidade brasileira a receber o título de Cidade Criativa da UNESCO, em 2014, na categoria gastronomia.
- Em maio de 2026, a Casa Hurbana sediou o 10º ECriativa, encontro da Rede Brasileira de Cidades Criativas da UNESCO.
- O evento resultou na assinatura da Carta de Florianópolis, documento estratégico para as cidades criativas do país.
Entre os dias 13 e 16 de maio de 2026, a Casa Hurbana deixou de ser só point de bairro para virar palco nacional. O espaço recebeu o 10º ECriativa, encontro que reúne as quinze cidades brasileiras integrantes da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO, rede que existe desde 2004 e hoje conta com quase 300 cidades em sete campos criativos, da gastronomia ao design.
A escolha do endereço não foi acaso. Florianópolis foi a primeira cidade do Brasil a receber o selo, em 2014, justamente pela gastronomia, e a Casa Hurbana reúne no dia a dia exatamente o tipo de cena que a UNESCO reconhece: comércio local, convivência e identidade territorial funcionando juntos. Na cerimônia de encerramento, o coordenador-geral da Cátedra UNESCO de Cidades Criativas, Magnus Emmendoerfer, resumiu o espírito do encontro em uma frase que também descreve bem o que a Hurbana tenta construir na Bocaiúva: “menos muros e mais pontes”. Já a Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Sousa Leitão, reforçou durante o evento que sem dados não há política, lembrete de que criatividade, para virar desenvolvimento urbano de verdade, precisa de planejamento, não só de boa vontade.
Foi ali, na noite de sexta-feira, 15 de maio, que as cidades da rede assinaram a Carta de Florianópolis, documento que passa a orientar compromissos conjuntos de cultura, inovação e desenvolvimento sustentável entre os municípios criativos do Brasil.
O Que a Casa Hurbana Antecipa Sobre o Futuro da Bocaiúva
A Casa Hurbana não existe sozinha. Ela é a antessala de um projeto bem maior: o novo empreendimento que vai ocupar o quarteirão inteiro entre a Bocaiúva e a Beira-Mar Norte, tocado pela Hurbana ao lado de outras sete construtoras da cidade, com torres residenciais e comerciais, teatro e um passeio público que devolve à cidade parte do espaço hoje dominado pelos carros. Entra nesse pacote uma praça aberta ao público, erguida no lugar exato onde ficava um dos prédios do quarteirão, ao lado do antigo Emporium. O Edifício Atlântico Sul, único remanescente da quadra original, segue de pé e ajuda quem conhece a região a se situar em meio à obra.
Durante a obra, a Hurbana tem repetido em entrevistas que cada projeto novo precisa conversar com o que já existe no entorno, em vez de tratar o terreno como uma folha em branco. A Casa Hurbana é a versão mais concreta desse princípio. Quem passa hoje pela esquina está, sem perceber, testando um pedaço do que vem por aí: comércio térreo ativo, gente circulando a pé, mesas na calçada. A diferença é que, quando o Passeio Bocaiúva for entregue, essa vivência deixa de ser provisória para virar parte estrutural do bairro.
Vale a Pena Ficar de Olho na Região Por Causa da Casa Hurbana?
Para quem pensa em morar ou investir no Centro de Florianópolis, a resposta prática é sim, e por um motivo simples: normalmente, quem compra um imóvel perto de uma obra desse porte precisa confiar em renderização e promessa. Na Bocaiúva, dá para caminhar até a esquina e experimentar, hoje, uma fatia real do que a região vai se tornar. Isso muda a forma como se avalia o risco do investimento, porque parte da tese já está em funcionamento, testada pelo próprio mercado, todos os dias, mesa cheia.
Vale lembrar que a região também está no radar de outra transformação de peso: o Parque Urbano e Marina Beira-Mar, a poucos minutos dali, com investimento privado de R$ 350 milhões e obras já em andamento. Quando as duas frentes amadurecerem, a requalificação da orla e a revitalização da própria Bocaiúva, o Centro de Florianópolis deve consolidar um novo patamar de valorização, e quem já tem um pé na região, como já mostramos no nosso guia sobre viver no Centro de Florianópolis, sai na frente.
Perguntas Frequentes Sobre a Casa Hurbana Bocaiúva
Fica na Rua Bocaiúva, no Centro da capital catarinense, na esquina com a Travessa Abílio de Oliveira, a poucos passos da Avenida Beira-Mar Norte.
Não. A Casa Hurbana é o espaço provisório que funciona hoje, enquanto o Passeio Bocaiúva é o empreendimento definitivo que a Hurbana constrói no mesmo quarteirão, com torres residenciais, comerciais, teatro e passeio público.
O espaço foi concebido como uma etapa de transição. A tendência é que, com a entrega do Passeio Bocaiúva, a experiência de comércio térreo e convivência que a Casa Hurbana antecipa hoje passe a fazer parte da estrutura definitiva do novo empreendimento.
A combinação de localização central, vista para a Beira-Mar Norte, mais de quinze anos de mobilização do Movimento Bocaiúva e agora o projeto de revitalização em andamento colocou a rua entre os endereços mais desejados da capital catarinense.
Sim, mas os horários variam por operação. A Bike Dream abre de segunda a sábado, das 9h às 19h; Empório Bocaiúva, Confeitaria Chuvisco e Ene Sushi funcionam todos os dias; e o Boteco da Ilha abre à noite, das 17h às 23h.
É um grupo formado por moradores e comerciantes que atua há mais de quinze anos por melhorias na rua, da arborização à iluminação pública, e ajudou a popularizar a comparação da via com a Oscar Freire paulistana.
São iniciativas complementares. A Prefeitura conduz um projeto de requalificação urbana para os 820 metros da rua entre a Mauro Ramos e a Esteves Júnior, com cabeamento subterrâneo e calçadas mais largas, enquanto o Passeio Bocaiúva é o empreendimento privado liderado pela Hurbana dentro desse mesmo trecho.
Conclusão
A Casa Hurbana Bocaiúva prova que dá para gerenciar uma obra de grande porte sem apagar a vida que já pulsava naquele quarteirão. Enquanto o Passeio Bocaiúva ainda sai do papel, o Boteco da Ilha continua servindo petisco, a Chuvisco continua vendendo doce e a Bike Dream continua emprestando bicicleta, só que agora dentro de um espaço pensado para durar além da obra e, de quebra, com prestígio suficiente para sediar um encontro internacional da UNESCO.
Para quem acompanha o mercado imobiliário de Florianópolis, esse tipo de sinal costuma valer mais do que qualquer projeção: quando a experiência de um bairro já é boa antes mesmo do empreendimento ficar pronto, a valorização tende a vir mais rápido e mais sólida.
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Fontes consultadas para este artigo:
- Blog Hurbana, Casa Hurbana é palco de evento das cidades criativas da UNESCO
- Blog Hurbana, Bocaiúva: a rua que aprendeu a mudar sem esquecer quem foi
- ND+, Casa Hurbana Bocaiúva inaugura novo espaço e transforma a região do Centro de Florianópolis
- ND+, Hurbana entregará à cidade uma praça aberta ao público, integrada ao futuro Passeio Bocaiúva
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