Urbanismo Humanizado em Florianópolis: o Design Biofílico Que Vai Mudar a Beira-Mar Norte

por F1 Cia. Imobiliária
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Urbanismo Humanizado em Florianópolis: o Design Biofílico Que Vai Mudar a Beira-Mar Norte Foto: marina beira mar - Florianópolis - arquibancada.

Florianópolis está testando, ao mesmo tempo, dois modelos de cidade que conversam entre si. De um lado, o Parque Urbano e Marina da Beira-Mar Norte, com obras avançando desde o início deste ano. Do outro, bairros como o Centro, onde a Hurbana já provou que ruas pensadas para pedestres mudam a rotina de quem mora perto. O ponto em comum entre os dois é o urbanismo humanizado, um jeito de planejar a cidade que coloca a pessoa, e não o carro, no centro do desenho urbano.

Já mostramos aqui no blog os números do investimento na Beira-Mar Norte e como a Casa Hurbana Bocaiúva antecipou a vida de bairro na Rua Bocaiúva. Neste artigo o foco é outro: entender o conceito de design biofílico que orienta o novo parque e por que esse tipo de urbanismo pesa cada vez mais na decisão de compra de quem busca um imóvel em Florianópolis.

Resumo executivo: o Parque Urbano da Beira-Mar Norte adota princípios de design biofílico (telhados verdes, fachadas vegetadas, pavimentos permeáveis e rebaixamento da avenida para criar praça contínua com a orla). Esse desenho segue a mesma lógica de urbanismo humanizado que a Hurbana já aplica em Florianópolis, e tende a se tornar um novo critério de valorização imobiliária na região.

O Que é Urbanismo Humanizado e Por Que Florianópolis Entrou Nessa Rota

Urbanismo humanizado é a prática de projetar ruas, praças e edifícios priorizando quem caminha, pedala ou simplesmente permanece no espaço público, em vez de priorizar apenas o fluxo de veículos. Na prática, isso aparece em calçadas largas, comércio ativo no térreo, distâncias curtas entre moradia, trabalho e lazer, e áreas verdes conectadas entre si.

Florianópolis não está começando do zero nesse tipo de planejamento. A Hurbana, antigo Grupo Pedra Branca, adota princípios de New Urbanism desde 2005 e já aplicou o conceito em empreendimentos como a Cidade Pedra Branca, em Palhoça, e o Passeio Primavera, no corredor de inovação da região. O resultado prático já pode ser visto na Casa Hurbana Bocaiúva, no Centro: um espaço gastronômico e cultural multimarcas que a construtora montou para manter viva a vocação comercial do quarteirão da Rua Bocaiúva enquanto a região passa por transformação urbana, com direito a sediar um encontro internacional da Rede de Cidades Criativas da UNESCO.

O Parque Urbano da Beira-Mar Norte segue essa mesma lógica de cidade caminhável, agora em escala pública e à beira-mar.

Design Biofílico: o Conceito Por Trás do Novo Parque

O projeto, assinado pelo escritório catarinense ARK7 Arquitetos, parte de uma pergunta simples: como aproximar as pessoas do mar sem deixar a avenida no meio do caminho. A resposta inclui uma proposta de rebaixamento de um trecho da Beira-Mar Norte, entre a Praça de Portugal e a Praça do Sesquicentenário, criando uma praça contínua no nível do solo, sem a barreira física que hoje separa o passeio da orla.

Entre os elementos de design biofílico previstos no projeto estão:

  • Telhados verdes que regulam a temperatura e retêm água da chuva, funcionando como pequenas bacias de detenção suspensas
  • Fachadas vegetadas nas orientações leste-oeste, para reduzir o ganho de calor nas edificações
  • Pavimentos permeáveis com vegetação, que aumentam a infiltração de água e reduzem o escoamento superficial nos dias de chuva forte
  • Captação de água de chuva em cisternas enterradas e jardins de chuva
  • Vistas para o mar, contato direto com a água e materiais que remetem a ecossistemas costeiros

Segundo os arquitetos responsáveis pelo projeto, a proposta busca “uma cidade desenhada para pessoas”, priorizando a apropriação democrática do espaço público por moradores e visitantes, em vez de reservar a orla apenas para quem passa de carro.

Pesquisas em arquitetura e psicologia ambiental associam espaços biofílicos à redução do estresse, à melhora do humor e ao aumento da sensação de bem-estar de quem circula por eles, além de incentivar permanência mais longa e fortalecer a interação social nos espaços públicos.

Hurbana e o Parque Urbano: Duas Provas do Mesmo Movimento

Vale reforçar essa relação, mesmo que os dois sejam empreendimentos distintos. A Hurbana carrega a assinatura “Cidade Para Pessoas” desde a concepção da Cidade Pedra Branca e já demonstrou, com a Casa Hurbana Bocaiúva no Centro, que rua ativa e comércio de proximidade mudam a percepção de valor de uma região mesmo durante um período de transformação urbana.

O Parque Urbano da Beira-Mar Norte aplica um raciocínio parecido, só que em escala de cidade: transformar a faixa de orla entre a Praça de Portugal e a Praça do Sesquicentenário em um espaço de convivência, com marina, ciclovia, quiosques, escola de vela e áreas esportivas náuticas, dentro de uma concessão privada de 35 anos.

Para quem acompanha o mercado imobiliário de Florianópolis, o padrão se repete: primeiro vem o desenho urbano centrado em pessoas, depois vem a valorização dos imóveis no entorno. Já escrevemos sobre como essa nova era da arquitetura autoral também está mudando o Centro da cidade.

Por Que Isso Importa na Hora de Comprar um Imóvel

Historicamente, o comprador de médio e alto padrão em Florianópolis avaliava vista para o mar, metragem e acabamento. Esse critério não desapareceu, mas ganhou companhia: a qualidade do espaço público ao redor do empreendimento.

Critério tradicional de compraCritério que ganhou peso com o urbanismo humanizado
Vista para o marAcesso a pé a parque e orla ativa
Metragem do imóvelQualidade do desenho urbano no entorno
Padrão de acabamentoPresença de áreas verdes e ciclovias conectadas
Proximidade do CentroComércio de bairro e vida de rua ativa

“Recebo cada vez mais clientes que perguntam sobre ciclovia, sombra nas calçadas e comércio de bairro antes de perguntar sobre a metragem do apartamento. Isso não acontecia com essa frequência há cinco anos. O comprador de Florianópolis amadureceu e passou a enxergar o entorno como parte do imóvel, não como um detalhe”

conta Johny Fabra, CEO e fundador da F1 Cia Imobiliária.

🎯 Já pensou morar a poucos minutos a pé do futuro Parque Urbano da Beira-Mar Norte? Veja os imóveis selecionados pela F1 Cia Imobiliária no Centro e na Agronômica.

Bairros Que Devem Sentir Primeiro o Efeito do Novo Urbanismo

Quatro regiões concentram a maior parte da demanda ligada ao novo parque:

  1. Centro, onde a revitalização da Rua Bocaiúva já mudou o fluxo de pedestres
  2. Agronômica, com acesso direto à Beira-Mar Norte
  3. João Paulo, bairro mais residencial e com bom acesso à orla
  4. Beira-Mar Norte, onde ficam os empreendimentos com vista frontal para as obras

Se o objetivo é morar perto ou investir de olho na valorização, vale considerar não só a distância até o parque, mas a qualidade do desenho urbano do próprio empreendimento, algo que um consultor imobiliário experiente costuma avaliar com mais profundidade do que um anúncio online consegue mostrar.

Perguntas Frequentes

O que é design biofílico?

É uma abordagem de arquitetura e urbanismo que incorpora elementos da natureza, como vegetação, água e luz natural, aos espaços construídos, com o objetivo de melhorar o bem-estar de quem os utiliza no dia a dia.

O que significa urbanismo humanizado?

É o planejamento urbano que prioriza pedestres, ciclistas e o convívio nos espaços públicos, em vez de priorizar apenas a circulação de veículos, aproximando moradia, trabalho e lazer de distâncias curtas.

O Parque Urbano da Beira-Mar Norte é público ou privado?

O parque terá uso público, mas a obra é financiada com recursos privados, dentro de uma concessão de 35 anos para exploração da marina e das áreas comerciais associadas.

Quais bairros ficam mais próximos do novo parque?

Centro, Agronômica, João Paulo e a própria Beira-Mar Norte concentram os endereços mais próximos das obras.

Design biofílico realmente valoriza imóveis?

Estudos de arquitetura e psicologia ambiental associam espaços biofílicos a mais bem-estar e maior permanência das pessoas nesses locais, fatores que consultores imobiliários já monitoram como parte da atratividade de uma região.

A Casa Hurbana Bocaiúva tem ligação direta com o Parque Urbano?

Não diretamente, mas os dois projetos ilustram a mesma tendência: Florianópolis investindo em espaços públicos ativos, seja no Centro histórico, seja na orla da Beira-Mar Norte.

Vale a pena comprar imóvel na região agora, antes da conclusão das obras?

Depende do perfil e do horizonte de investimento de cada comprador. Historicamente, a valorização em Florianópolis tende a se antecipar à entrega de grandes obras públicas, mas essa decisão deve ser avaliada com um consultor que conheça o histórico da região.

Conclusão

O urbanismo humanizado deixou de ser apenas um conceito de arquitetura para virar critério de compra em Florianópolis. O Parque Urbano da Beira-Mar Norte traduz esse movimento em escala pública, com design biofílico, ciclovias e uma praça pensada para pessoas, enquanto construtoras como a Hurbana já mostraram, no Centro, que esse modelo funciona na prática. Para quem pensa em morar ou investir na cidade, entender esse novo desenho urbano importa tanto quanto entender a planta do imóvel.

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